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'MÃOS QUE FAZEM A FESTA'

Filme sobre os bastidores do maior Carnaval do Centro-Oeste será exibido na Capital de MS

Produção integra o Pantanal Film Fest

Por TERO QUEIROZ • 24/03/2025 • 18:47
Imagem principal Documentário 'Mãos que Fazem a Festa', de Vinicius Galharte será exibido em Campo Grande (MS). Foto: Divulgação

O documentário “Mãos que Fazem a Festa”, de Vinicius Galharte, será exibido no Pantanal Film Fest, oferecendo uma visão sobre o processo de produção do maior carnaval do Centro-Oeste. Com 24 minutos de duração, o filme explora os bastidores da festa em Corumbá (MS), revelando os desafios, as dificuldades e as histórias das pessoas que dedicam suas vidas à realização do evento.

De acordo com o diretor, o filme foca na cadeia produtiva do Carnaval corumbaense, mostrando como o evento se prepara ao longo de todo o ano. Galharte explicou que a intenção do filme é dar visibilidade aos aspectos pouco conhecidos da festa. “O documentário visa principalmente mostrar os bastidores da grande festa popular, a parte que o público geral não tem acesso, os perrengues, as melhores lembranças dos trabalhadores que dedicam suas vidas ao carnaval o ano todo, não só em época de carnaval", introduziu o diretor.

Galharte revelou que o objetivo do documentário é trazer à tona a realidade do Carnaval de Corumbá, uma realidade que, muitas vezes, passa despercebida pelo grande público. "O carnaval de Corumbá é muito mais do que o grande desfile que as pessoas veem nas TVs ou nas redes sociais. Existe toda uma engrenagem por trás, um trabalho árduo, que começa muito antes da festa e se estende por todo o ano", disse o diretor. Ele também ressaltou a importância de dar visibilidade a essas pessoas que não são vistas pela maioria: "Eu queria que as pessoas entendessem que o carnaval não é só festa. É um processo de dedicação e de resistência cultural de uma comunidade que, apesar de tantas dificuldades, continua acreditando no poder da sua arte.”

Produzir um documentário sobre o Carnaval de Corumbá não foi uma tarefa fácil. Galharte enfatizou que, para capturar a essência do evento, foi necessário lidar com o ritmo frenético dos preparativos e com a falta de tempo dos envolvidos. "As pessoas que trabalham no carnaval de Corumbá estão o tempo todo correndo atrás de soluções. O trabalho é incessante, e encontrar tempo para filmar e para fazer a entrevista com essas pessoas foi um grande desafio", lembrou, complementando: "Foi preciso muita paciência e jogo de cintura para conseguir que os trabalhadores do carnaval parassem um pouco de suas atividades diárias para compartilhar suas histórias e sentimentos.”

O público, segundo o diretor, pode esperar uma apresentação singular do que está por trás daquilo que é visto no sambódromo. "A comunidade que trabalha no carnaval de Corumbá é fantástica. Eles são dedicados, apaixonados, e, apesar das dificuldades e da falta de apoio, sempre estão dispostos a abrir as portas para quem quer conhecer o que acontece nos bastidores... O que mais me impressiona é o espírito de coletividade e de parceria entre todos os envolvidos, desde os que criam as fantasias até os que cuidam da logística e do som. É um trabalho conjunto, e, sem esse esforço coletivo, nada disso seria possível”, declarou.

“CULTURALMENTE NEGLIGENCIADA”

O diretor disse que Corumbá não apenas atrai turistas em época de Carnaval, mas também movimenta a economia local, com o comércio duplicando suas vendas e muitas pessoas conseguindo empregos temporários. Contudo, Galharte apontou as dificuldades que os artistas do interior enfrentam no que diz respeito ao apoio das instituições culturais do estado. “A fundação de cultura não se orgulha nem um pouco das conquistas dos artistas locais, não incentiva de nenhuma forma. Um exemplo disso é eu não conseguir nenhum tipo de apoio para me deslocar até Campo Grande para representar o Carnaval da cidade no Pantanal Film Fest”, lamentou Galharte.

Apesar dos desafios enfrentados, Galharte tem uma visão otimista sobre o futuro do carnaval de Corumbá. "Eu acredito que o carnaval de Corumbá vai continuar sendo o maior evento cultural do Centro-Oeste. As novas gerações estão tomando a frente e trazendo novas ideias, novas perspectivas e muita energia. Mesmo com todas as dificuldades, o carnaval de Corumbá é mais do que uma festa, é uma identidade cultural, e isso vai perdurar por muito tempo", conclui o diretor.

O filme tem a produção de Carolina Figueiredo e Lucas Pereira, com a som assinado por Felipe Galharte.

SERVIÇO

O que: Exibição do documentário 'As Mãos que Fazem a Festa' no MIS.

Quando: 18h, em 25 de março de 2025.

Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS), Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, 3º andar, Campo Grande.

Entrada: Gratuita.

Por quê: O filme integra a programação do Pantanal Film Fest, no contexto do Campão Cultural.


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Tags: Carnaval, CORUMBÁ, Mãos que Fazem a Festa, Pantanal Film Fest, Vinicius Galharte

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